Goalball

O Goalball é uma modalidade desportiva criada exclusivamente para atletas cegos e com baixa visão. Nas competições nacionais, porém, atletas normovisuais (sem deficiência visual), também podem integrar as equipas. No entanto, ao nível competitivo internacional, podem participar apenas os jogadores com menos de 10% de visão.  

O Goalball é jogado num campo com 18m de comprimento e 9m de largura. As balizas estão colocadas em cada extremo do campo e ocupam toda a sua largura.

O objectivo do jogo é lançar a bola de modo a marcar golo na equipa adversária.

Todos os jogadores usam viseiras opacas, de modo a assegurar que jogam em condições de igualdade.

Cada equipa é constituída por 6 jogadores, sendo que em campo estão sempre presentes 3 jogadores. Os restantes 3 estão no banco e podem substituir os primeiros, durante o jogo.  

Para permitir a orientação dos jogadores em campo, há marcações detectáveis ao toque.

É a IBSA (International Blind Sport Federation) que gere a modalidade internacionalmente e que organiza as competições mundiais e regionais. De 4 em 4 anos, as melhores equipas do mundo de Goalball encontram-se nos Jogos Paralímpicos.

Em Portugal, é a ANDDVIS que gere a modalidade e organiza todas as suas competições nacionais – Campeonato Nacional de Goalball, Taça de Portugal de Goalball e Supertaça de Goalball.

Para mais informações, consulte a página dedicada exclusivamente à modalidade, aqui.

Atletismo

Gabriel Macchi (atleta português) e o seu guia Martim Nunes. Fotografia: Phil Whalley (2014).

 

O Atletismo é uma modalidade Paralímpica desde 1960 e das que mais espectadores atrai.

É a modalidade desportiva mais difundida pelos atletas com deficiência visual, contando com a participação de mais de 70 países em eventos internacionais.  

O Atletismo para pessoas com deficiência visual requer algumas adaptações como o recurso a um guia. No caso das provas de corrida, o atleta-guia e o atleta com deficiência visual correm em uníssono, segurando firmemente uma corda, com aproximadamente 30 cm, cujo propósito é permitir a proximidade entre os atletas e, simultaneamente, liberdade de movimento para ambos.

O guia é responsável por dar pistas verbais ao atleta, informando-o, por exemplo, que se aproximam de uma curva ou em que lugar se encontram na prova, quanto tempo falta, etc.  

A competição nesta modalidade está organizada de acordo com as classes do sistema de classificação da IBSA (International Blind Sports Federation) - B1, B2 e B3.

Desde 2015, a FPA (Federação Portuguesa de Atletismo) está responsável por integrar a prática desportiva de Atletismo pelas pessoas com deficiência, incluindo a visual, nas suas estruturas regulares nacionais.  

Para mais informações, contactar a Federação Portuguesa de Atletismo (http://www.fpatletismo.pt/).

Judo

Miguel Vieira, o primeiro Judoca Português nos Jogos Paralímpicos. Fotografia: Federação Portuguesa de Judo (2016).

 

 
O Judo é a única arte marcial presente nos Jogos Paralímpicos.
Desde a sua estreia nos Jogos de Seoul, em 1988, que é uma das modalidades mais populares entre os atletas com deficiência visual.
As mulheres judocas entraram em competição pela primeira vez nos Jogos de Atenas, em 2004.
 
As competições de Judo Paralímpico são semelhantes às competições Olímpicas, apenas com alguns ajustamentos, como por exemplo:
- Os judocas são conduzidos pelos árbitros de e para o centro do tapete; sempre que o combate é interrompido o árbitro central torna a reposicioná-los.
- Os judocas iniciam o combate, e permanecem durante o mesmo, segurando o equipamento do atleta adversário.
 
Os Judocas com deficiência visual competem de acordo com a sua classe de peso.
As classes desportivas B1, B2 e B3 – que classificam os atletas em função da sua acuidade visual – jogam todas juntas. Os atletas B1 são identificáveis através de um círculo vermelho nas mangas.
 
O Judo Adaptado está integrado nas estruturas regulares da FPJ (Federação Portuguesa de Judo).
Em 2015, a FPJ organizou, pela primeira vez, o Campeonato Europeu de Judo para Judocas Cegos e com Baixa Visão (ISBA European Judo Championship 2015), em colaboração com a Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas com Deficiência.
Em baixo, encontra-se publicado o vídeo promocional do evento:
 
                                                      
 

Para mais informações, poderá consultar o website da Federação Portuguesa de Judo em www.fpj.pt

Natação

                               

Duas imagens de atletas com deficiência visual a nadar. A primeira mostra o tapper a dar sinal ao atleta de que se aproxima do fim da piscina. A segunda dá destaque à extremidade da vara utilizada pelo tapper, que se aproxima do atleta para lhe dar a necessária indicação. Fotografias: BBC (2012).

 

 

A Natação faz parte do programa Paralímpico desde 1960.
 
Nas competições para atletas com deficiência visual, estão presentes guias que indicam ao atleta que se está a aproximar da parede da pisicina.   
Esta técnica, que consiste em utilizar uma vara comprida com uma bola macia na ponta para tocar na cabeça ou na parte superior das costas do atleta, é conhecida por “tapping” e os guias que desempenham esta função são conhecidos por “tappers”.

Tappers e atletas devem estar altamente sincronizados, o que implica muito treino e muita confiança.

A técnica foi inventada pelo treinador paralímpico canadiano Wilf Strom e pela sua companheira Audrey Strom. Este sistema permite aos atletas saberem em que altura têm de efectuar a rotação necessária para continuar a nadar e em que momento termina a prova.

É à FPN (Federação Portuguesa de Natação) que compete a promoção e o desenvolvimento da Natação para pessoas com deficiência, em Portugal.

Para obter mais informações, poderá consultar o website oficial da Federação Portuguesa de Natação em www.fpnatacao.pt

Futebol 5

Jogadores Chineses e Britânicos a disputar um jogo de Futebol de 5,
nos Jogos Paralímpicos de Londres, em 2012. Fotografia:©EPA (in Daily Mail, 2012) 

 

Os Jogos Paralímpicos incluem duas versões da modalidade: Futebol de 7 para atletas com deficiência física e Futebol de 5 para atletas com deficiência visual.

O Futebol de 5 fez a sua estreia nos Jogos Paralímpicos de Atenas, em 2004. Actualmente, a modalidade está aberta apenas a atletas masculinos.

As regras são semelhantes às da modalidade regular, com algumas modificações, no entanto:

- A equipa é constituída por quatro jogadores e um guarda-redes (o único elemento que é normovisual, isto é, que não tem deficiência visual);

- Os 4 jogadores em campo com deficiência visual usam vendas, para garantir que o jogo é disputado em condições de igualdade;

- A bola contém esferas que produzem som sempre que o objecto está em movimento, permitindo aos jogadores localizá-lo;

- Cada equipa tem outros dois elementos fora de campo - um treinador e um guia - que vão dando instruções verbais aos jogadores para os ajudar a perceber quais são os próximos passos mais estratégicos;

- Cada jogo dura 50 minutos, dividido em duas partes de 25 minutos;

- O campo tem as mesmas dimensões que um campo de Futsal (40m x 20m) e todo ele está ladeado por placas com cerca de 1,20m de altura, que asseguram que a bola não sai de campo e se mantém continuamente em jogo.  

O Futebol de 5 tornou-se num dos desportos que mais expectativa cria nos Jogos Paralímpicos.

A equipa Brasileira é a actual Campeã Paralímpica, tendo vencido a medalha de Ouro nos mais recentes Jogos do Rio de Janeiro, em 2016.

 

A IBSA (Federação Internacional de Desporto para Pessoas com Deficiência Visual) anunciou que a primeira edição do World Grand Prix terá lugar em Tóquio, de 18 a 25 de Março de 2018. 

Para mais informações, poderá consultar o website oficial da IBSA em www.ibsasport.org/sports/football/

 

Ciclismo

3 equipas de atletas de ciclismo tandem, numa prova de estrada. Fotografia: UCI©2017 UCI.CH

 

O Ciclismo é uma modalidade única: em todo o mundo, mais de 2 biliões de pessoas usam bicicletas como meio de transporte, como actividade de lazer e também para a prática desportiva.

O Ciclismo tornou-se num desporto Paralímpico em 1988.
Desde 2006 é coordenado pela UCI (Union Cycliste Internationale), que tem sede na Suíça.

Os atletas com deficiência visual competem em bicicletas duplas, designadas por bicicletas “tandem”, nas quais o guia conduz no banco da frente, dando informação ao atleta com deficiência visual - que segue no banco de trás - sobre as mudanças na superfície da estrada, os obstáculos, quando deve travar, por exemplo.  

Existem provas de estrada assim como provas em velódromo (pavilhão com pista artificial especialmente desenhada para provas de ciclismo).

Para mais informações, poderá consultar o website oficial da UCI em http://www.uci.ch/

 

Equipa Britânica de ciclismo tandem a competir nos Jogos Paralímpicos de Londres, em 2012. Fotografia: The Telegraph (2012)

ShowDown

Jogo de Showdown, com destaque para a mesa de jogo. Fotografia: IBSA (2017)

 

O Showdown é uma modalidade desportiva criada para pessoas com deficiência visual, inventada em 1960 por um canadiano com deficiência visual, chamado Joe Lewis.

Em colaboração com outro atleta canadiano, Patrick York - também com deficiência visual - as regras e o equipamento do Showdown foram evoluindo e sendo aprimorados.

O objectivo do jogo é lançar a bola até ao outro lado da mesa de jogo sem que a mesma bata no ecrã central e tentando marcar golo na baliza adversária.  

O primeiro atleta a alcançar 11 pontos (com uma diferença de 2 ou mais pontos do outro atleta) é o vencedor do jogo.

A modalidade pode ser jogada numa sala e requer apenas uma mesa especificamente desenhada para o Showdown, duas raquetes próprias para a prática da modalidade, uma bola com guizos e viseiras opacas.

O Showdown já conta com atletas em todo o mundo e são organizados eventos internacionais, ao nível europeu e mundial. 

Para mais informações, poderá consultar o website oficial da IBSA em www.ibsasport.org/sports/showdown/

 

Equipamento de Showdown - raquetes, bola e venda. Fotografia: IBSA (2017)

Outras Modalidades

                                             

         BASEBOL                          BOWLING                        CRICKET                          EQUITAÇÃO                       

 

                                   

  GOLFE                      HALTEROFILISMO                              REMO                          SKI ALPINO

 

                             

                TÉNIS                                                            TIRO                                   TIRO AO ARCO                                  

 

                                       

       TORBALL                                           VELA                                            XADREZ